Tradução Automática: Roberto Lima, presidente da Vivo.
Em entrevista a Folha de São Paulo. (PDF)
No nosso caso, os investimentos foram dimensionados para um tráfego médio estimado.
A surpresa é que o usuário demanda cada vez mais vídeos, músicas, filmes, extrapolando o previsto. Por isso, só passamos a vender o que podemos entregar.
O serviço é muito novo e a gente não tem alertado o público de que nas telecomunicações móveis, diferentemente da fixa, há a questão da concentração.
FOLHA - Mas não dá para entregar mais que 10% de velocidade, o mínimo
garantido?
LIMA - Sim, mas as pessoas têm de se disciplinar para fazer bom uso dessa rede e “pegar trânsito” na internet. Um arquivo pesado não deve ser baixado em horário de pico.
Você, usuário, que é culpado por usar a conexão que você contratou como quiser.
Você que está abusando da rede ao ver um vídeo no YouTube - o que fornecemos é só para ler e-mails e olha lá… Se tiver anexo Powerpoint, também é abuso.
FOLHA - A Anatel está prestes a vender as últimas frequências de 3G (terceira geração) e vetou a participação das teles que já estão no mercado como forma de atrair novos concorrentes para derrubar o preço do minuto. O que o sr. acha disso?
LIMA - Fico me perguntando se já não existe concorrência suficiente na telefonia celular. Não é justo que empresas que entrem agora com uma base de clientes pequena para atuar em nichos de mercado usem um bem [novas frequências] que poderia ser destinado às operadoras que investiram bilhões e hoje atendem uma base tão grande. Esses clientes não param de demandar rede. Investimentos a gente pode fazer, mas espectro não há como gerar.
Um arquivo pesado não deve ser baixado em horário de pico. Agora, sem a liberação de espectro, temos de investir em mais antenas nos grandes centros. Quando fazemos isso, não investimos no interior do país.
Ou seja, você é o culpado ou pelo monopólio das grandes telecoms ou pelo fato de não investirem no interior porque “os usuários malvados da capital ficam vendo vídeos no YouTube o dia todo”.
